A importância da Auditoria na continuidade do negócio

Início/Gestão Empresarial/A importância da Auditoria na continuidade do negócio

Fatos recentes do quadro econômico nacional dispensariam conversar sobre a importância da auditoria como instrumento de governança corporativa. Não por outro motivo, com tamanho desconforto, assistimos à degradação de um dos mais caros patrimônios brasileiros, hoje exposto a graves críticas de gestão e crise de confiança.

Por vezes, a simples menção sobre auditoria remete o administrador à ideia de que algo pode estar errado em sua empresa e que o auditor venha a descobrir fatos capazes de abalar a reputação e a imagem do gestor perante sua equipe e o mercado. Nada mais equivocado.

A função da auditoria é auxiliar a empresa na busca de procedimentos que orientem as boas práticas, pela identificação de riscos, seus impactos sobre gestão e operação, com definição de ações para sua mitigação ou convivência, mantendo o objetivo fundamental de preservar e gerar valor para a companhia.

Importante registrar que a existência do conselho fiscal não dispensa a auditoria. Pelo contrário. Suas tarefas são distintas, embora possam ser levemente superpostas. Enquanto conselho fiscal representa os sócios e a eles responde sobre a exatidão das demonstrações financeiras, a auditoria reporta-se ao conselho de administração.

Na falta deste, aos sócios. Seu foco está nos processos em si, na busca do aprimoramento crescente de indicadores de desempenho, na priorização de metas e na identificação de rotas de possíveis fraudes, aderente ao plano de ação estabelecido. Nesse ambiente, a convivência entre conselho fiscal e auditoria permite o monitoramento de todas as atividades da organização.

A auditoria externa e independente é obrigatória nas companhias de capital aberto, porém, seja externa ou interna, sua presença ajuda a garantir a continuidade do negócio.

Raul Cavallari
CNC 021, publicado no Jornal CNC em 05.03.15
Sócio da Meta Gestão Empresarial
Conselheiro de Administração Certificado pelo IBGC

2017-06-13T19:59:41+00:00 5 de março de 2015|Gestão Empresarial|